
Merendeiras de escolas públicas são premiadas por suas receitas
03/02/2016
O presidente do CFN, Élido Bonomo, participou da etapa final do concurso que premiou as melhores receitas da alimentação escolar. As quinze merendeiras de escolas públicas de todo o país que participaram da última etapa da competição estiveram no Ministério da Educação, em Brasília, no dia 28/01, para a entrega do prêmio às cinco autoras das receitas vencedoras.
O secretário-executivo, Luiz Cláudio Costa, representou o ministro Aloizio Mercadante na cerimônia, e destacou que considerava todas as 15 participantes vencedoras, independente do resultado. Ele observou que o concurso, que celebra os 60 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), foi um dos mais significativos momentos do ministério nos últimos anos.
“Todos nós somos educadores, só que as atitudes e dedicação que as merendeiras e os merendeiros têm com os estudantes, os marcam para a vida inteira. Os alunos podem em algum momento esquecer as lições de sala de aula, mas as lições da vida e de bons hábitos alimentares ficam para sempre”, destacou o secretário.
Representando as 2.433 pessoas que se inscreveram no concurso, a merendeira Leila Foss, de Santa Maria de Jetibá (ES), destacou que esses profissionais que cuidam da alimentação escolar fazem parte de um bem maior, a cidadania, que inclui uma alimentação de qualidade. “Trabalhamos para garantir a todos os alunos do país o direito a uma alimentação saudável”, afirmou.
Em Brasília, três merendeiras de cada região do país, participaram, no dia 24 de janeiro, de um curso de boas práticas, onde puderam ampliar o conhecimento sobre higiene, manipulação e controle de qualidade de alimentos. O trabalho das merendeiras é desenvolvido em parceria com nutricionistas do Programa Nacional da Alimentação Escolar (Pnae).
Temperos – O grupo também realizou oficinas de nutrição. As merendeiras aproveitaram para compartilhar entre elas a diversidade de temperos a ser utilizados no preparo da merenda. “Nunca imaginei que fosse possível usar pimenta no pudim”, observou a vencedora da região Centro-Oeste, Osmarina Pereira, 40 anos, que trabalha na escola estadual vereador Antônio Laurindo, em Iporá (GO). Osmarina copiou a ideia da colega baiana Dejanira de Souza, vencedora da região Nordeste com o prato abará de carne moída com aipim.
Para a seleção final, elas apresentaram suas iguarias para um júri composto por um aluno da rede pública, um presidente de Conselho de Alimentação Escolar, uma chefe de cozinha e uma nutricionista. Também fez parte do grupo de jurados um representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), entidade apoiadora da competição, juntamente com o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos, o Banco do Brasil e o Senai.
Concurso – O concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar buscou valorizar o papel das merendeiras e incentivar a prática de hábitos alimentares saudáveis no ambiente da escola, além de conscientizar toda a comunidade escolar sobre o tema.
Os autores da iguaria mais saborosa e melhor elaborada de cada região do Brasil ganharam uma viagem internacional, com direito a acompanhante, além de um prêmio de R$ 5 mil.
A primeira fase do concurso contou com 2.433 receitas inscritas. Desse total, 1.403 passaram pela fase eliminatória e foram submetidas, na etapa estadual, aos votos de presidentes de conselhos de alimentação escolar e nutricionistas cadastrados no Pnae. As votações apontaram as 123 receitas que seguiram para a fase regional e serão reunidas em um livro.
Fonte: Ideias na Mesa e CFN











